ARQUIVOS 2002-2012

© Nicolas Lelièvre | © Cristophe Loiseau | © Estelle Chaigne | © Paulo Duarte  | © MECANIkA 

PLUG

PLUG cria no palco uma situação virtual de errância. Este espectáculo explora o processo de encaminhamento de um individuo num espaço em perpetua mutação. Sendo um terreno propicio à divagação; o Web constitui para o internauta uma janela aberta a todas as metamorfoses, a todas as ficções.  O conflito entre a realidade e a virtualidade, é o centro da dramaturgia desta criação.  Cativado pelas possibilidades da rede, a personagem de PLUG, o geek, fazendo parte integrante desta maquina encontra-se cada vez mais capturado numa teia de aranha onde a identidade parece se multiplicar, onde a semelhança, porosa, é voluntariamente surpreendida por certas aberrações.  Assim, PLUG, mais do que uma reconstituição estrita do ambiente Web, é uma balada que permite se perder, o acidente, a surpresa, o fantasma, nos campos imensos da virtualidade.

Concepção Paulo Duarte
Interpretação criativa Paulo Duarte, Pierre Tual, Uta Gebert
Universo sonoro, interface vídeo, programação Morgan Daguenet
Desenho de luz e régie Fabien Bossard
Dramaturgia Celine Cartillier

Produção MECANIkA 
Co-produção TNB – Théâtre National de Bretagne, Festival Mettre en Scène, Rennes, MA Scène Nationale de Montbéliard – [ars]numerica,
Le Manège de Mons, CECN2 Centre Écritures Contemporaines Numériques, L’Aire Libre, scène conventionnée pour le théâtre/Saint Jacques de la Lande, DICRéAM – Dispositif pour la Création Artistique Multimédia / CNC, FR
Apoios e subsídios de DRAC Bretagne,
Conseil Régional de Bretagne, Conseil Général d’Ile et Vilaine, Ville de Rennes, FIMFA, Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, Lisbonne (PT)
Teatro de Ferro, Porto (PT)

 

CRIAÇÃO 2011

ALIMINHAS / PETITES ÂMES

As “alminhas” é uma expressão popular que designa um pequeno monumento à beira de certos caminhos, e que marcam um acontecimento, normalmente trágico que ocorreu nesse preciso local.  Este espectáculo de formato curto, trata a forma como se constitui a memoria.  Os espíritos passam, os objectos ficam.  Alminhas tentam marcar os espíritos dos vivos, de deixar uma marca interrogando a nossa noção te temporalidade. 

Neste espectáculo, Paulo Duarte propõe um universo poético e estritamente visual, que sensibiliza e interroga a memoria.  Através mecanismos de percepção e artifícios visuais, questionamos a própria subjectividade da recordação, sendo o corpo o veiculo que torna visível o passado. 

 

Concepção e interpretação Paulo Duarte
Universo sonoro, programação, interfaces video Morgan Daguenet
Video Nicolas Lelièvre
Desenho de luz, régie Fabien Bossard
Colaborações artisticas Renaud Herbin e Julika Mayer


Produção MECANIkA
Co-produção Bonlieu – scène nationale d’Annecy, LàOù – marionnette contemporaine, Rennes


CRIAÇÃO 2008

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DEEP NEWS #2

Será possível encarar a realidade quando ela escurece o nosso jornal do quotidiano? Senhor D aventura-se e mergulha nas informações avidamente. 

MECANIkA convida o espectador à reflexão através deste formato curto e miniaturizado de teatro visual.  Misturam-se marioneta, sombras, luz, vídeo e bricolage. 
DEEP NEWS #2 é uma metáfora do poder da imaginação ligando informações quotidianas de um jornal e os fantasmas mais íntimos do personagem.  Num espaço inicialmente urbano e quase banal, o leitor (Senhor D) vê-se rodeado de seres fantásticos e, entre fascínio e receio, mergulha... a cena final é de um eterno regresso.  O dispositivo cénico, miniaturizado ao máximo, permite ao espectador estar o suficientemente próximo para assistir à fabricação das imagens, entre ilusão e sinceridade tecnológica.

Concepção e interpretação Paulo Duarte
Desenho e dispositivo de luzes Fabien Bossard
Programação e musica original Morgan Daguenet
Agradecimentos Boualeme Ben-Gueddach

 

Produção MECANIkA 
Peça de teatro miniatura criada, na sua primeira versão para VI Great Small Works Toy Theater Festival (NY), em Janeiro 2003.  Para comemorar os 10 anos da estreia, foi feita uma nova versão com o titulo Deep News #2. . 

 

CRIAÇÃO 2013

Ecumes-3-©-Mecanika.jpg

ESPUMA / ÉCUMES

ESPUMA inspira-se livremente do universo de Boris Vian e do seu livro A Espuma dos Dias.

O corpo humano modifica-se, transforma-se. A personagem de Chloé, incarnada pela artista física Nuria Legarda, dissolve-se pouco a pouco, através de diversas técnicas de marionetas e de projecção vídeo.  O corpo de Colin, pelo contrario, constitui-se ao longo da peça... de um olho até uma forma antropomórfica reconstituída. O seu objectivo de alcançar Chloé é frustrado pela transformação gradual em pixel da personagem.   O espaço e os objectos participam no movimento de encontro e desencontro dos dois seres. 

 

Concepção e interpretação Paulo Duarte et Nuria Legarda
Musica original Tyler Futrell
Montagem video Mélanie Pavy
Desenho de luzes Julián Arnau
Colaboração artistica David Girondin Moad, Miguel Rubio, Teresa Garcia


Produção Pseudonymo (FR) N Naranja (ES)
Co-Produção A Tarumba, Lisbonne (PT), O Espaço do Tempo, Montemor-O-Novo (PT), ORCCA, La Comédie de Reims, Espace Périphérique - La Villette, MIRA !(ES/FR/PT), Festival Internacional de Teatre Visual i Tittelles, Barcelone (ES), Generalitat de Catalunya (ES)
Apoio de Erre Que Erre, Barcelone (ES) 


CRIAÇÃO 2006

a_hora_do_diablo-4-©-Christophe_Loiseau.

A HORA DO DIABO

L’HEURE DU DIABLE  

Livremente inspirado da obra homónima de Fernando Pessoa. 

O conceito de transformação, de viagem, de metamorfose está no centro deste trabalho.  Nesta obra escrita na juventude do poeta português, encontramos a multiplicidade de identidades, um dos seus temas predilectos.  Este solo mistura marionetas e projecções, num universo plástico em que a dramaturgia apela o espectador a partir numa uma viagem mental.

Concepção e interpretação Paulo Duarte
Desenho de luzes e régie Boualeme Ben-Gueddach
Universo sonoro e tema original Julien Rigaud
Colaborações artísticas David Girondin Moab et Judith Perron

 

Produção Pseudonymo

Co-produção Institut International de la Marionnettes, Charleville-Mézières, Festival Scènes Ouvertes à L’insolite, Paris

om o apoio  de la DRAC – Champagne Ardennes

 

CRIAÇÃO 2002